Falemos sobre a Revista TRIP

Lembro com carinho das primeiras revistas Trip que comprei há uns 15 anos. Carol Abranches foi minha primeira capa, a segunda foi Fernanda Lima. Comprava de vez em quando, motivado pela Trip Girl da ocasião ou pela seleção do CD que vinha encartado.

fernandalima

Até que fui sendo cativado também pelas outras atrações da revista. As colunas do Carlos Nader, as belas pautas, os entrevistados nem sempre lúcidos. Fui percebendo que a Trip não era só um corpinho.

otto

Desde 2001 que eu não perco uma edição. É um dos relacionamentos mais duradouros que alguém pode ter com uma frequência mensal. Só que tá meio complicado.

jupaes

A Trip tá sem o colágeno que ostentava outrora.

Não sei se ficou refém dos temas mensais ou se tá na pindaíba e não consegue mais sustentar as grandes pautas de outrora. Mas parece, sobretudo, sofrer de uma triste falta de imaginação.

download

Não temos mais aquelas matérias cheias de verve, que discutiam de forma meio prepotente os assuntos mais variados. Quantos trocadilhos campeões eu li na Trip.

nader

E até as Trip Girls não parecem mais sombra do que já foram. Os ensaios parecem todos iguais, no piloto automático, como se aquele clima intimista e despojado tivesse virado um bordão do Zorra Total.

maryeva

As moças dificilmente são alguém de destaque ou com alguma história interessante. E isso fica ainda pior quando lembramos que essa é a revista que se orgulhava do slogan “a Trip deu antes e gostou”. Maryeva, Cicarelli, Juliana Paes, Ellen Rocche, Luize Altenhoffen, a já citada Fernanda Lima. Mesmo a Luana Piovani. O escrete das Trip Girls era o equivalente à divisão de base do Barcelona.

capas

E os colunistas parecem escrever sobre o tema do mês com a empolgação de um funcionário público. Dificilmente os pontos de vista diferentes trazem algo relevante para o que a revista pretendia discutir.

piovani

A Trip ainda parece cheia de boas intenções, mas sem provocar aquele glorioso wanderlust que nos fazia embarcar a cada mês.

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4 comentários sobre “Falemos sobre a Revista TRIP

  1. E o pior, virou messiânica, cheia de boas intenções. É como se a Men’s Health fosse pra praia e encontrasse Roberto Shiniashiki baixando nas meninas de biquíni.

  2. Chama a atençao essas materias com dezenas de testemoniais sobre o assunto do mes. Sem recheio, preguiçosas.

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