Dois Irmãos: “a mãe te ama”

O melhor da literatura brasileira costuma ser muito parecido com os clichês mais triviais da pornografia mundial. Em “Dois Irmãos” de Milton Hatoum, a mãe de gêmeos acaba criando um interesse muito especial por um dos rebentos, se é que você me entende.

E é bom lembrar que as novelas e minisséries exibidas depois das 23h dispõem invariavelmente da mesma estrutura desde os tempos da TV Manchete: 60 minutos de péssimo entretenimento em nome de um ou dois pares de peitinhos.

Ao adaptar a história para a televisão com inexorável Juliana Paes no papel de mãe do Cauã Reymond em dose dupla, a Globo dá amostras de que entende perfeitamente o universo com o qual está lidando.

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Deu onda

Luiz Fernando Carvalho é o mais bem sucedido ilusionista brasileiro. O David Copperfield dos trópicos faz o possível para manter o público distraído enquanto aplica mais um de seus truques baratos. Dessa vez, nem todas as movimentações de câmera e jogos de luzes chegam a salvar a história lamentável. Pelo menos temos as sinuosas presenças de Bárbara Evans e Mary Silvestre em papéis condizentes com nossos mais eloquentes livros.

Se todos os problemas de história, direção e atuações não fossem suficientes, Dois Irmãos ainda é abençoada com uma narração, artifício que é a maior muleta e principal problema da dramaturgia deste país. Irandhir Santos está especialmente triste ao dar explicações que telespectador nenhum ousou pedir.

Creio que o único feedback possível para essa série da Rede Globo seja o recado que os protagonistas deixam para posteridade: o importante é ter saúde.

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6 comentários sobre “Dois Irmãos: “a mãe te ama”

  1. nossa tô achando esse trambolho tão dramalhão mexicano, adorei a parte dos peitinhos da manchete mostrar a bunda dos caras é mais raro , teve bem pouco comparado as atrizes.
    A barbara evans foi que nem a yasmim brunet , participou pra aparecer mudar em 2 episodios e pagar peitinho em 1 e só.
    História chata, nenhum personagem carismático digno de identificação, parece que ninguém trabalha , essa relação semi incesto mãe filho quase a irmã.
    Uma mãe frouxa, um pai semi ausente, ritmo lento pra contar as histórias que no fim desenvolvem quase nada.
    Cauã raimundo que imagem cansativa. Podia ganhar férias há muito tempo, e ainda depois descobri que o diretor já bateu em pessoas da equipe em dois trabalhos.
    Muito chato , lento , parece que desenvolve em nada as histórias , ninguém é carismático e identificável, nem a luz e tals salva.
    Acho que usei seu espaço meio semi desabafo pq ninguém que conheço tá vendo , ahuahauhauhau
    bjs

  2. Nossa, eu acho que estou assistindo a uma outra minissérie, porque Dois Irmãos, para mim, é sensacional! Com a narrativa do Irandhir já tem gente que não está entendendo, imagina sem ela! Adoro LFC e seus truques, seus jogos de luzes, a retórica, a semiótica, a metalinguagem. Cauã está perfeito, indefectível. Mas, a gente tem que saber respeitar as opiniões diferentes….

  3. Achei que a minissérie era confusa, mas a sua critica eu achei ainda mais confusa, como todo respeito a sua opinião..rs Acho otima, confusa, nao posso desviar o olhar que ja me perco, gosto disso. Gosto da historia, embora as vezes tenha vontade de entrar na TV e dar na cara da mãe e do filho.
    Atuaçoes sensacionais, pra mim um trabalho e tanto.

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