O excelente retorno do “Tá No Ar” e a ascensão do pós-humor

Um dia depois de um esquisitíssimo festival de novidades na estreia do BBB, tivemos a sorte de encontrar algum conforto e senso de pertencimento na companhia de Marcius Melhem, Marcelo Adnet e grande elenco.
Os roteiristas do “Tá No Ar” formam a equipe que melhor trabalha o humor de trocadilhos no Brasil. Conseguem resultados realmente sofisticados encaixando Jequiti numa música da Marisa Monte chamada Bem Que Se Quis, o que é um feito notável.

veronica

É muito bom rever os personagens recorrentes que preenchem um vácuo deixado pelo fim dos humorísticos de bordão na Globo. O Datena do Jardim de Infância segue genial brincando basicamente com as mesmas coisas, mas sempre com algum jogo de palavras que faz o público esboçar sorrisos de alegria. E aquele Amaury Jr do inferno, mesmo que rapidamente, enche nosso coração de esperança.

Mas as notícias não são boas para Adnet e seus colegas. Apesar dos talentos envolvidos e do brilhante resultado final, ainda acho que fazer humor roteirizado na televisão é uma arte em vias de chegar ao fim. O amplo acesso da população a câmeras digitais esgotará qualquer possibilidade do texto pensado para ser engraçado.

Nenhum esforço intelectual para fazer alguém rir será capaz de emular as reações causadas por vídeos como o chilique de Conrado por conta de feedbacks negativos que recebeu na Casa de Festas – empreendimento que mantém com esposa e ex-paquita Sorvetão.

Aproveitando o ensejo: participei de uma transmissão do UOL fazendo a cobertura ao vivo da estreia do BBB ao lado dos imprescindíveis Maurício Stycer e Ana Paula Renault. A fascinante experiência ainda pode ser prestigiada na íntegra clicando aqui.

Até amanhã!

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4 comentários sobre “O excelente retorno do “Tá No Ar” e a ascensão do pós-humor

  1. “Mas as notícias não são boas para Adnet e seus colegas. Apesar dos talentos envolvidos e do brilhante resultado final, ainda acho que fazer humor roteirizado na televisão é uma arte em vias de chegar ao fim. O amplo acesso da população a câmeras digitais esgotará qualquer possibilidade do texto pensado para ser engraçado.”

    Mestre, você acha que o futuro do humor na televisão aberta é ficar comentando vídeos que bombam na rede? Ou alguém criará o ~humor-sacadinha~ em substituição ao humor-bordão?

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